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Essa seção é um espaço da responsabilidade de Paulo Del Mastro e as informações aqui divulgadas podem ou não refletir a opinião do site O Aquário, por Sérgio Gomes. |
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Começando com o pé direito
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Olá a todos os visitantes, meu nome é Paulo Del Mastro e gostaria de expressar minha alegria em poder compartilhar minhas experiências com todos neste novo espaço organizado pelo nosso amigo Sérgio Gomes. A maior parte do meu tempo profissional está voltada para o estudo e desenvolvimento de lagos e nishikigois saudáveis (minha especialidade), portanto posso já lhes adiantar que não sou muito conhecedor de outros peixes para poder dar dicas. Antes de continuar quero explicar que nishikigoi nada mais é que uma carpa comum com estampas de altíssimo padrão.
Bom, para inaugurar minha participação vou começar repetindo aquilo que o Sérgio vive dizendo a todos durante muitos anos seguidos: “Estudem, Leiam”, o conhecimento traz mais conhecimento, o conhecimento com amor é a chave do sucesso, então para aqueles que estão iniciando ou pretendem ter um lago ornamental ou tanque de criação eu recomendo visitarem meu site (www.braziliankoi.com.br) lá vocês encontrarão um bom conteúdo como ponto de partida, caso queiram se aprofundar um pouco mais o livro “Introdução ao Nishikigoi” por Takeo Kuroki será muito útil. Agora vocês devem estar perguntando: por que ler um livro sobre nishikigoi se queremos apenas saber mais sobre lagos? Simples, porque para se criar nishikigois é necessário um lago ou um tanque de fácil manutenção e biologicamente bem equilibrado, visto a alta atividade metabólica das carpas. Apesar das diferenças entre um aquário de água doce e um lago, conceitualmente um pré-conhecimento sobre aquarismo também ajuda muito, mas não se enganem, um lago ou um tanque não pode ser tratado como um “aquário grande" e isso por mais óbvio que pareça para alguns é um erro muito freqüente. Não comecem nada sem antes ter uma boa base sobre lagos e também sobre os seres aquáticos que futuramente habitarão esse local, estes conhecimentos básicos lhes serão úteis inclusive para poder avaliar o profissional ou empresa a ser contratado, se for o caso. Outra dica: antes de começar suas obras peçam orientação a um arquiteto ou eng. civil, pois poucos conhecem a força potencial da água quando represada.
Gostaria de finalizar esta participação (espero que a primeira de muitas) parabenizando o Sérgio Gomes e sua equipe pelo novo visual e proposta do site “O AQUÁRIO” (realmente ficou muito mais interativo e dinâmico), agradecer o convite em participar dessa turma muito, muito boa e também elogiar a todos associados da ABN (Associação Brasileira de Nishikigoi) que no último fim de semana (12 e 13/06) promoveram a 25a Exposição de Nishikigoi no Pavilhão Japonês do Parque do Ibirapuera, reunindo e expondo a todo público visitante uma grande variedade de estampas e belíssimos exemplares de nishikigois.
Muito obrigado e até mais.
Paulo Del Mastro
Brazilian Koi
16/06/04 |
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Água cristalina é sinônimo de água de qualidade? Não, a água pode ser cristalina e não estar adequada para criação e desenvolvimento de seres aquáticos.
O que é mais indicado: água cristalina ou água coberta por algas? Para responder à esta pergunta é necessário saber qual o objetivo do lago ou tanque, por exemplo, se pensarmos em forte desenvolvimento de carpas e baixo custo optaremos por água não cristalina com algas cobrindo parte da superfície como um “tapete”. Para os criadores amadores e lagos ornamentais iremos escolher água cristalina.
Podemos ainda enumerar algumas vantagens em se ter água cristalina no lago ornamental como apreciar o visual proporcionado pelas plantas hidrofílicas e peixes ou mais importante ainda poder verificar algumas anomalias dos peixes como o caso de parasitas, anatomia, escamas e seu comportamento; caso haja algum problema ele será identificado logo no início e possivelmente solucionado.
Quanto mais profundo for o lago menor será a quantidade de luz que chega ao fundo e luz solar é muito importante tanto para a saúde dos peixes como para a qualidade da água, se seu lago for “verde” essa luz será minimizada. |
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Ao contrário do que muitos pensam o mal cheiro, quando existente, não é conseqüência direta de águas turvas ou porque o lago é habitado por peixes, normalmente o mal cheiro é devido ao excesso de componentes nitrogenados como a amônia, nitrito e nitrato, ou seja, devido ao desequilíbrio biológico do viveiro.
Existem alguns fatores que colaboram para a explosão de algas (água verde): alta temperatura (lagos rasos), excesso de luz, excesso de nitrato (devido ao excesso de resto de alimentos e material orgânico - estude o ciclo do nitrogênio) e pH elevado (águas muito alcalinas). Não é incomum encontrar todos esses fatores em um mesmo lago.
Para controlar tais fatores e se obter água cristalina sem a necessidade de “trocas parciais” constantes deve-se em primeiro lugar ter um sistema de filtragem mecânica e biológica (costumo especificar os filtros da Tetra Pond) adequado buscando o equilíbrio biológico levando em consideração alguns pontos como: a quantidade de sol que o lago recebe durante o dia, volume total de água, quantidade e espécie de peixes, quantidade e tipos de plantas entre outros. Normalmente eu vejo junto aos meus clientes que o sistema de filtragem e demais equipamentos são dimensionados e inseridos apenas depois que o lago está funcionando e habitado, isso, apesar de comum, é “errado”. Mesmo quando o lago e seus sistemas são bem elaborados recomendo deixar algumas tubulações extras entrando e saindo do lago e mais espaço na casa das máquinas como opção de no futuro poder incluir mais algum equipamento. |
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Tanques de concreto (principalmente os mais novos com um a dois anos de vida) tendem a ser altamente alcalinos, para evitar tal condição você pode pintar as paredes do lago com tinta vinílica até a linha do nível da água ou buscar a redução do pH com folhas de tamarino ou algum outro acidificante químico, essa última opção pode trazer algumas seqüelas se forem muito freqüentes. De qualquer forma, tome cuidado com a velocidade ao acidificar a água quando o lago for habitado: além da sensibilidade à mudanças bruscas, alguns seres aquáticos não se adaptam ao meio ácido.
O excesso de sol pode ser resolvido providenciando uma cobertura parcial do lago de tal forma que ele tome sol de manhã e esteja sombreado a tarde, use o bom senso a falta de luz pode propiciar o surgimento de algas “marrons” e “despigmentação” dos peixes dentre outras conseqüências.
Além do filtro mecânico e biológico, outros equipamentos como o “filtro” UV (os filtros UV da Tetra tem mostrado alta eficiência na eliminação de algas) e difusores de ar têm ajudado muito na obtenção de águas cristalinas e saudáveis, porém simplesmente inserir tais equipamentos não irão garantir bons resultados, o bom dimensionamento é uma das “chaves” do sucesso com baixo custo. Visite nosso site (www.braziliankoi.com.br) e saiba mais sobre como projetar seu lago e qualidade de água.
Obrigado a todos, continuem estudando e até o próximo encontro!
Paulo Del Mastro
30/06/04
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Sistema de Filtragem (01)
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Mais uma vez irei falar sobre o sistema de filtragem para o lago ornamental, só que de forma mais detalhada.
Sendo a qualidade da água fator fundamental e determinante para que os objetivos do lago ornamental sejam alcançados esta deve receber todo nossa atenção e cuidado, principalmente quando o lago acumula a função de viveiro, ou seja, se tiver como função a criação e desenvolvimento de seres aquáticos, como: plantas, répteis, peixes, bactérias, plânctons entre outros. Então a qualidade da água será determinada pelas necessidades desses seres em comunhão com as necessidades e interesses de seu proprietário.
Como dificilmente encontramos água disponível em abundância na qualidade específica desejada a maioria dos lagos ornamentais trabalha com seu sistema fechado tendo a necessidade de circulação artificial e um sistema de tratamento de água que iremos chamar daqui pra frente de sistema de filtragem (visite nosso site e saiba mais sobre o assunto – www.braziliankoi.com.br). Daí a importância do responsável pelo projeto do lago ter acesso às informações específicas sobre as necessidades do seres que habitaram o lago e como também a respeito do sistema de filtragem necessário e qualidade da água disponível.
Então agora irei focar o assunto nos lagos ornamentais artificiais para o desenvolvimento de nishikigois (carpas coloridas japonesas), que são minha especialidade, mas vocês podem fazer um paralelo se no lago forem criados outros peixes ou espécimes.
Um sistema de filtragem adequado normalmente é composto por mais de um tipo de filtro, e para cada tipo de filtro existem outro tanto de possibilidades, então citaremos apenas seus conceitos e aqueles mais utilizados nos lagos amadores; são eles:
Por ordem de importância:
Filtro biológico; Filtro vegetal; Filtro mecânico; Filtro “radiativo” e Filtro químico.
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Por ordem operacional o “ideal” seria:
Filtro mecânico; Filtro biológico; Filtro radiativo (quando necessário); Filtro vegetal; Filtro mecânico (outra vez) e Filtro químico (quando necessário).
O filtro biológico tem o papel de efetuar a “biologia” da água, ou seja, oxidar os elementos nitrogenados provenientes de matéria orgânica como restos de alimentos, dejetos dos nishikigois, folhas caídas entre outros. Este processo é chamado de “ciclo do nitrogênio” e é realizado por bactérias. Em termos práticos o filtro transformará os amônios (NH3 e NH4) em nitrito (NO2) e posteriormente em nitrato (NO3). Apesar do nitrato ser bem menos tóxicos o sistema de água irá acumula-lo e isso será extremamente prejudicial ao bem estar dos nishikigois, para diminuir sua concentração você poderá realizar trocas parciais de água ou inserir ao sistema de filtragem o filtro vegetal.
As bactérias necessitam de um local protegido da luz e material específico que otimize sua fixação sendo que atualmente os materiais de maior desempenho são: a cerâmica, bio ball, bio Box e sacos de laranja ou limão por ordem decrescente de desempenho. A forma de distribuição assim como a velocidade linear da água dentro do filtro também responderá pela performance do filtro. |
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Filtro Vegetal: complementado o filtro biológico o filtro vegetal tem a função de absorver o nitrato existente na água (evitando assim as trocas parciais de água) fechando assim o ciclo do nitrogênio. Ele é basicamente formado por plantas hidrofílicas ou que se adaptam ao meio aquático como os aguapés, agrião d’água, salsa e o papiro. O melhor é que estas plantas sejam separadas dos nishikigois, pois eles são onívoros e as comem, destruindo as plantas. A o fato dos nishikigois também desovarem nas raízes dessas plantas desequilibrando todo o sistema. Como todo filtro este também tem suas limitações de desempenho que ocorre principalmente quando as plantas chegam ao fim de seu período de vida ou atingem seu volume máximo em determinado espaço, assim algumas plantas começam a morrer e realimentar o “ciclo do nitrogênio” com matéria orgânica. Outra limitação é sua funerabilidade ao ataque de pragas, caso isso ocorra troque as plantas doentes ou simplesmente as retirem do sistema, mas jamais usem defensivos agrícolas, pois contaminam a água.
Na próxima matéria falaremos mais sobre o filtro mecânico, filtro radiativo e filtro químico.
Obrigado, até mais e um grande abraço a todos,
Paulo Del Mastro
Brazilian Koi
16/07/04 |
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Sistema de filtragem (02)
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Dando continuidade ao tema “sistema de filtragem”, veremos agora um pouco sobre o filtro mecânico, radiativo e químico. |
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Filtro mecânico: também conhecido como filtro físico é responsável por reter as partículas em suspensão na água ou elementos que são arrastados pelo sistema de sucção (retorno da bomba) do fundo do lago, esse sistema de filtragem também exerce o papel secundário de aliviar os demais estágios do sistema de filtragem total e proteger alguns equipamentos, como o filtro biológico (vide matéria anterior) evitando limpezas freqüentes e perdas significativas de bactérias (sistemas bem projetados a limpeza do filtro biológico ocorrerá apenas uma vez por ano, mais por questão de precaução quanto a formação de gases tóxicos).
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O filtro mecânico, ou melhor, o processo de filtragem mecânica deverá estar distribuído em todo o processo do tratamento da água, começando com uma pré-filtragem (pré-filtro) ou tela de proteção no ponto de sucção do sistema evitando que a bomba d’água trave e queime (levando-se em consideração a existência da mesma e sua posição em relação ao todo sistema); antes de se chegar ao sistema de filtragem mecânica propriamente dito recomenda-se ainda que a água passe por um decantador, principalmente se o filtro mecânico estiver montado juntamente com o filtro biológico (filtro mecânico-biológico), este decantador poderá estar presente em vários pontos do sistema, por exemplo, após o filtro vegetal evitando que raízes e folhas passem para o próximo estágio.
Existem vária s formas de filtro mecânico: ele pode ser aberto e trabalhar por gravidade, coluna d’água, ser fechado e trabalhar pressurizado, pode utilizar areia, pedra, lã, espuma como elementos filtrantes entre outras formas, isso não importa desde que bem adequado ao sistema de filtragem como um todo e possua um sistema de autolavagem ou qualquer outra forma que facilite a vida do hobista.
Mais uma vez a forma como se capta e se distribui a água é muito importante, e isso tem tudo haver com o projeto do lago, quando todo o projeto é bem elaborado dificilmente o hobista terá que fazer algum tipo de limpeza no fundo lago.
Quando for escolher os elementos que comporão seu filtro biológico e mecânico certifique-se que tais elementos filtrantes sejam atóxicos e não alterem as propriedades da água. |
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Filtro radiativo: em nosso caso refiro-me a radiação ultravioleta (UVc) basicamente constituído por uma ou mais lâmpadas ultravioletas. Hoje muito procurado para evitar a explosão de algas e obtenção de água cristalina. No passado este tipo de filtro era realmente muito caro e de segurança questionável, já que os raios ultravioletas emitidos poderiam causar danos aos peixes e até a nós mesmos ao menor descuido. Bem hoje esse problema já foi solucionado, pois sua fabricação deixou de ser caseira, atualmente as lâmpadas ficam alojadas dentro de tubos que retém os raios em seu interior e por onde passa a água, alguns vem até com um tipo visor em policarbonato transparente (não deixam os raios “escaparem”) que nos ajudam a verificar a hora da troca das lâmpadas.
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Porém a propagação desse filtro UV trouxe ao mercado inúmeros fabricantes com diferentes projetos e qualidades, nós da Brazilian Koi temos recomendados os da marca Tetra, devido ao seu alto desempenho, pouco consumo de energia e opções variadas de potência e vazão. Porém instalar um bom filtro UV não garante bons resultados, a garantia está também na especificação, dimensionamento e quantificação corretos.
Além da eliminação de algas em suspensão (“água verde”) o filtro UV traz outros benefícios como a eliminação ou propagação descontrolada de micro organismos indesejáveis e algumas alterações benéficas nas propriedades físico-químicas da água. Não é por acaso que muitas clínicas e hospitais esterilizam águas de uso específico com esse sistema. |
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Filtro químico: em nosso sistema de filtragem normalmente utilizamos o carvão ativado ou o zeolite, que em contato com a água elimina o mal cheiro, íons, gases entre outras substâncias que podem prejudicar os nishikigois. Quando a água é de qualidade e o sistema de filtragem bem dimensionado e projetado não haverá a necessidade constante do seu uso. |
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Aqui completamos a apresentação básica dos filtros que compõe um sistema de filtragem.Busquem conhecer as alternativas disponíveis e a apreender cada vez mais (visitem nosso site www.braziliankoi.com.br para saber mais).
Sejam felizes com seu hobby e tenham orgulho de seu lago.
Espero ter sido útil e mais uma vez, um grande abraço e até o próximo encontro.
Paulo Del Mastro
Brazilian Koi
31/07/04 |
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Muitas pessoas pesam em ter um lago, seja no jardim de casa, no seu interior, no quintal ou mesmo em suas empresas. A maioria delas, salvas raras exceções, acabam se enquadrando em dois grandes grupos: o primeiro, que impulsivamente partem do desejo para o ato de construí-lo com pouco ou nenhum planejamento; ou caem no segundo grande grupo que com o passar do tempo desistem por acharem que não tem espaço suficiente, medo de problemas com vazamento ou por terem como referências lagos verdes e mal cuidados.
Existe também aquele pequeno grupo que vão buscar informação, adequação financeira, e discutir o assunto com vários profissionais da área, já pensando de forma objetiva e avaliando também as diversas opiniões, custo e benefícios. Estes poucos, mesmo que sem experiência alguma, tem mais chances de sucesso! |
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Como obter um lago bem sucedido? O que vem a ser esse “sucesso” em se tratando de lagos? Eu pessoalmente vejo o sucesso de um lago quando ele cumpre seu papel e objetivos pré-determinados pelo seu proprietário. Então o primeiro passo seria definir quais são suas necessidades, desejos, expectativas, disponibilidades entre outros aspectos que envolvem esse pequeno ou grandioso sonho.
Na primeira matéria publicada desta coluna já foram dadas algumas dicas preciosas em relação à postura do futuro hobista, então hoje eu gostaria de falar um pouco sobre a escolha do material a ser construído o lago, e vou me deter aos lagos ornamentais (mais dicas no site www.braziliankoi.com.br). |
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Existem hoje vários materiais e combinação de materiais para a construção de um lago de forma segura, a escolha deste material está ligado ao tamanho do lago, profundidade e forma de uso, se ele será permanente ou possivelmente será desmontado ou desmanchado ao prazo de terminado período. O lago ornamental mais comum é o feito de concreto armado e pedras, blocos para “piscina” e a até tijolo (para lagos menores) são utilizados. Estes lagos passam a impressão de serem fortes, duradouros e seguros e realmente o são quando bem construídos. Os erros mais freqüentes neste tipo de lago são: construí-los com cantos vivos e grandes degraus perpendiculares (normalmente para apoiar pedras e rochas); fundo plano e chato (mesmo quando acertam sua inclinação); o não preparo adequado do solo para receber a estrutura do lago, estrutura mal dimensionada, esquecimento de tubulações importantes ou colocadas em posição de difícil manutenção e reparos e por último, a não desintoxicação do tanque, pois o cimento e impermeabilizante utilizados liberam grande quantidade de elementos químicos na água durante os três primeiros meses, porém existe inúmeras maneiras de se contornar este inconveniente, que vão das trocas de água a produtos condicionadores.
Outro material muito utilizado é a manta que podem ser de borracha, borracha com tela (cinta) de aço, PVC, PAD, plásticos em geral entre outros. O primeiro cuidado a ser tomado é certificar-se que a manta é feita de material “atóxico” no caso de inserir peixes ou outros seres aquáticos, pois com o passar do tempo elas poderão reagir com a água e liberar ou compor elementos tóxicos no meio como é o caso da maioria das mantas usadas para piscina. Verifique também sua resistência mecânica e aos raios solares, se podem ou não receber outros elementos em sua superfície, por exemplo: cimento, ou cimento terra para a fixação de pedras decorativas. A manta deve ser colocada com a menor tenção possível em geral ela traz grande facilidade para a execução e agilidade na obra, reparos e desmontagem, nem por isso deve-se descuidar no preparo do solo para recebe-la como compactação e subtrair qualquer material cortante ou pontiagudo que esteja no solo (normalmente raízes e pedras). Outros pontos são o arremate das bordas e a estética, é comum ver as bordas e os primeiros centímetros do interior do tanque feito sem planejamento, mal acabado, dando a impressão de “artificialidade” mesmo quando em sua volta exista grande variedade de plantas e ornamentos naturais. Algumas mantas permitem o corte e modelação de formas (soldadas termicamente e ou quimicamente). Este mês teremos um bom exemplo de um pequenino lago feito de manta PAD exposto na 6a Sorocaba Decor na cidade de Sorocaba (Av. São Paulo), este lago será desmontado após a exposição. Este pequeno lago conta com um sistema de filtragem composto de filtro mecânico-biológico e filtro UV da Tetra, que devido a seu grande desempenho e pequeno porte pode facilmente ser escondido evitando qualquer tipo de agressão visual ao ambiente.
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Lagos pré-fabricados de material plásticos e fibra de vidro eu recomendo apenas para pequenas profundidades, ou sofrerão os mesmos problemas que as piscinas que não podem ser esvaziadas totalmente com o risco de rachaduras. Em relação a fibra de vidro o acabamento interior é fundamental pois caso não seja adequado com o tempo haverá um desgaste prematuro da superfície e a liberação de micro fibras extremamente prejudiciais aos peixes. |
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Conhecer alguns parâmetros de qualidade da água também ajudará na escolhas dos materiais e elementos que comporão o lago, como por ex: pH, DO (oxigênio dissolvido), dureza geral e carbonatada (GH e KH). Assim você poderá corrigir estes parâmetros com os próprios elementos do lago.
Portanto, façam boas escolhas e um bom planejamento.
Até mais,
Paulo Del Mastro
16/08/04 |
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Para que o seres aquáticos de seu lago cresçam saudáveis é necessário que o meio no caso a água esteja adequado, estável e sob controle. Dessa forma a vida e a beleza desejada serão os frutos desse cuidado.
Estarei passando agora o que considero como sendo alguns dos principais parâmetros a serem controlados tendo como referência mais uma vez que nosso habitante principal é o nishikigoi (carpas coloridas japonesas).
PH (potencial Hidrogênico)
Em relação ao pH a água pode ser ácida (pH entre 0 e abaixo de 7,0), neutra (pH igual a 7,0) ou alcalina (pH acima de 7,0 até 14).
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0,0 --------------------- 7,0 --------------------- 14,0
Escala de Sorensen
O pH proporção de concentração de íons de hidrogênio (H+) com carga positiva (ácido) e íons hidróxilos (OH-) negativos (alcalino).
A maioria dos peixes ornamentais de água doce vivem muito bem em águas com pH entre 6,0 e 7,5, especificamente no caso de nishikigois entre 7,0 e 7,2. Eu pessoalmente sempre recomendo o pH igual a 7,0, pois é acima de 7,0 que a amônia (NH3) passa a ser formada em quantidades perigosas, em 7,0 em quantidades mínimas e abaixo de 7,0 apenas a formação de amônio (NH4) que é menos tóxico aos peixes (veja a tabela de pH x NH4 X NH3 em ciclo do nitrogênio em www.braziliankoi.com.br).
Em meios ácidos existe uma propensão ao desenvolvimento de fungos e em águas alcalinas a propagação de bactérias, portanto fico com o 7,0 que é neutro (pelos menos até agora penso assim). Alguns medicamentos utilizados no tratamento de peixes podem exercer efeitos negativos dependo do grau de dureza e pH, por isso fiquem atentos e leiam as recomendações na bula.
Você pode medir o pH da água de algumas maneiras, porém as mais comum é através de testes químicos vendidos nas melhores casas de aquarismo, estes testes ou kit como são chamados são de fácil manipulação, leitura (na escala de cores) e confiáveis.
Após a mensuração você poderá chegar a três conclusões: o pH está abaixo do desejado, o pH está dentro do intervalo desejado ou o pH está acima do esperado.
Quando o pH estiver fora dos parâmetros normais você deve corrigi-lo, com calma de paulatinamente, a velocidade nunca deve ser acima de 0,2 ao dia, seja para mais ou para menos, pois a cada grau na escala (1,0) equivale a 10 vezes, ou seja uma água com pH 5 é 10 vezes mais ácida que com pH 6 e 100 vezes mais ácida comparado ao pH igual a 7.
A facilidade em alterar o pH está relacionada a “dureza da água” de forma que quanto maior a dureza da água mais estável ela será ou ainda podemos dizer que mais difícil será alterar seu pH.
Para se elevar o pH ou “alcalinizar” podemos usar soluções prontas disponíveis no mercado ou pedras como aragonita, dolomitas, outros substratos calcários e conchas moídas (isto também endurecerá um pouquinho sua água).
Para abaixar o pH ou “acidificar” você também encontrará soluções prontas ou utilizar folhas secas de tamarindo em um saco rede, turfa, xaxim e troncos estabilizados (cuidado com troncos que liberam substâncias tóxicas).
O pH deve ser medido semanalmente em caso de normalidade, assim qualquer variação no pH pode indicar a existência de problemas no sistema do lago, então conhecer e corrigir tais problemas é muito mais sensato que apenas corrigir o pH, por exemplo uma quantidade excessiva de material orgânico em decomposição faz com que pH caia, esse problema pode estar relacionado com uma super população no seu lago, filtro biológico sub-dimensionado ou sem manutenção, excesso de folhas ou alimentos fornecido aos peixes, no entanto os problemas mais comuns são a falta de um filtro vegetal para retirar o nitrato (conseqüente do ciclo do nitrogênio) e dureza carbonato abaixo de 3 dKH .
A Dureza
A dois tipos de dureza a considerar, a dureza carbonatada (ou carbonato) e dureza permanente. Normalmente água muito mole possui pH abaixo de 7,0, mas isto não é uma regra.
Quando utilizamos os kits de testes normalmente mensuramos a dureza carbonatada (KH) e dureza geral (GH) que é o resultado das duas durezas (permanente e carbomato).
Grosseiramente falando, a dureza cabonatada refere-se a quantidade de carbonatos e bicarbonatos existente na água (sais de cálcio e magnésio), podendo variar de 0 a 30 dKH (escala utilizada para medição). O nishikigois apreciam águas que estejam com a dureza entre 4 a 8 dKH. A dureza carbonatada funciona como uma barreira à variação do pH, de forma que é muito importante ter uma água mole, mas acima de 4dkH.
Caso seu pH se encontre em patamares normais, mas com dKH abaixo de 4 adicione bicarbonato de sódio (20g para cada 1000 litros de água), isso elevará sensivelmente sua dureza carbonatada sem alterar o pH, após um dia faça a verificação se existe a necessidade de nova aplicação.
A dureza geral ou dureza total e deve estar entre 6 e 14 dH e ela influencia diretamente na saúde e desenvolvimento do nishikigoi e principalmente na sua reprodução.
A água do sistema público geralmente são “moles” demais (dKH e dH) portanto para um franco desenvolvimento de seu nishikigoi e impedir grandes e freqüentes variações do pH você deve corrigir esses parâmetros, mesmo nas trocas parciais e reposição de água (isto antes de inserir a nova água no tanque).
A melhor maneira de corrigir a dureza geral é utilizando produtos prontos (normalmente importados) disponíveis em casas de aquarismo.
Visite nosso site em: www.braziliankoi.com.br e saiba mais sobre outros parâmetros como OD (oxigênio dissolvido), elementos nitrogenados, cloro e temperatura ideais para o ótimo desenvolvimento de seu nishikigoi.
Referências bibliográficas para o desenvolvimento desse texto:
Introdução ao Nishikigoi por Takeo Kuroki
Criação de Peixes por Luiz Fernando Galli e Carlos Eduardo C. Torloni
Koi por George C. Blasiola II
Até a próxima e um grande abraço a todos,
Paulo
16/09/04
paulo@braziliankoi.com.br |
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O nishikigoi (carpa colorida japonesa) é hoje o peixe de água doce preferido entre os proprietários de lago no mundo. Com seu temperamento dócil e amigável, belíssimas variações de cores e grande capacidade de adaptação para diferentes condições ambientais o nishikigoi espalhou-se pelos lagos em todo o planeta. Símbolo de longevidade, perseverança, coragem e sucesso o nishikigoi participa hoje não só da cultura japonesa, mas carrega um significado maior na cultura globalizada que vivemos, representando também o desejo uno de todos os homens em busca de harmonia entre todos e a natureza. Pois foi através de laços de amizade que muitos exemplares de nishikigoi viajaram pelo mundo.
A quem se refira ao nishikigoi como as “jóias vivas” ou “jóias que nadam”, muitos pensam que isso se deve as cifras que estes peixes atingem no mercado externo (principalmente no Japão) quando na realidade essa forma de tratamento se deve as cores admiráveis, vibrantes e muitas vezes brilhantes dos nishikigois.
A relativa facilidade de cuidar, criar e reproduzir o nishikigoi ajudou muito sua popularização, mas apesar disso a maioria das pessoas ainda não sabe qual a diferença entre a carpa comum, a carpa colorida e o nishikigoi. Para explicar de forma que todos entendam costumo dizer inicialmente que todos são basicamente o mesmo peixe, todos são “Carpa comum” ou o “Cyprinus carpio”, sendo a carpa comum a escura e sem estampa, a carpa colorida aquela que apresenta alguma coloração sem um padrão ou qualidade definida, e aquela carpa proveniente de uma “criação meticulosa e selecionada” que apresenta cores vivas e estampas de alta qualidade chamamos de nishikigoi. A história milenar dessas carpas tem início na Pérsia onde então foi desenvolvido um sistema para criá-las em cativeiro para fins alimentares e posteriormente assimilados pelos chineses. Já na China alguns exemplares que apresentavam coloração como o vermelho, branco, azul entre outras já eram separadas para fins ornamentais, mas ainda eram apenas carpas coloridas. Para desenvolver essa grande diferença entre a carpa colorida e o nishikigoi passaram-se centenas de anos e esse dedicado e demorado trabalho foi desenvolvido no Japão onde a carpa é chamada de KOI e NISHIKI significa brocado ou roupa de rituais, ao juntar a palavra Nishiki com a palavra koi origina-se a palavra Nishikigoi que eu pessoalmente traduzo como sendo: Carpa vestida pelo sucesso.
O nishikigoi suporta temperaturas de 7o a 30oC, são onívoros (comem desde vegetais a carne), apreciam águas moles e pH entre 7 e 7,2. Vivem em águas doces, mas podem adaptar-se (gradativamente) em águas levemente salgadas (é até possível criar os kois e algumas espécies de peixes de água salgada em um mesmo ambiente). O nishikigoi possui uma expectativa de vida de 70 anos, porém existe registro de kois com mais de 200 anos, sendo que ao nascer possui apenas alguns milímetros e quando adulto podem atingir mais de 1,20 metros pesando acima de 20kg.
Devido a possibilidade de grande crescimento os criadores de nishikigois passaram a buscar além de cores marcantes e estampas equilibradas (entre outras qualidades) exemplares maiores e mais gordos, isso nos lançou para era “jumbo” e agora “super jumbo”. Alguns criadores perseguindo tais resultados de forma cada vez mais rápida parecem terem perdido o bom senso, respeito e o amor pelos kois, transformando seu hobby ou atividade profissional em uma fixação. Então eu desaconselho forçar o crescimento do koi, pois isso acaba por prejudicar a saúde do nishikigoi e diminuir sua expectativa e qualidade de vida (isso já foi comprovado cientificamente).
A nós, amantes e respeitadores da natureza, cabe definir ou delimitar onde termina o zelo e começa o sacrifício com um gesto simples mas muito eficiente: não aplaudir os exageros e reverenciar todos aqueles que agem bom senso, com amor e carinho para com tudo que vem da natureza.
Acredito que estas palavras serão minhas últimas aqui neste maravilhoso espaço em 2.004 e logicamente no que depender de mim haverá muito mais em 2.005.
Gostaria de finalizar mandando um grande abraço ao Sérgio Gomes que viabilizou estes prazerosos momentos compartilhados com todos vocês e deixar meus votos de muita felicidade e harmonia a todos que nos acompanharam até aqui.
Muito Obrigado e até mais.
Paulo R. Natsuo Del Mastro
12/12/04
Brazilian Koi |
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Lagos Ornamentais e as plantas aquáticas
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Esse início de ano tive o prazer de visitar, através da Brazilian Koi, alguns bons lagos, porém com exceção de um, não tinham o filtro vegetal que nada mais é que a população de plantas que habitam o lago e ou parte do sistema de recirculação de água. Quando comentava a importância das plantas aquáticas no sistema (veja mais nas matérias anteriores e no site www.braziliankoi.com.br) todos respondiam que a carpa colorida e os nishikigois atacavam as plantas e em poucos dias além da total destruição acabavam por ter as saídas de água entupidas por raízes e folhas.
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Ao sugerir um isolamento ou proteção para as plantas, ficava a ser resolvido a melhor maneira de como se fazer isso sem agredir a estética do lago. Por esse entre outros bons motivos o conhecimento das necessidades de seus habitantes e bom planejamento do lago precede sua construção.
As plantas em um lago tem várias funções, a mais visível seria a influência estética e o tom natural que as plantas propiciam aos lagos, porém esta é em termos práticos de menor importância, mas com o passar do tempo muito apreciada.
As plantas aquáticas ou hidrofílicas são principalmente importantes na purificação da água absorvendo alguns elementos tóxicos nitrogenados e metais pesados, sombreando, no controle de temperatura, proteção para os peixes menores ou mais jovens, desenvolvimento de micro ambientes e na redução do desenvolvimento de algumas algas devido a competição dos nutrientes existentes na água (principalmente o nitrato e o fosfato). No caso dos nishikigois ou carpas coloridas as raízes das plantas flutuantes também serão utilizadas com apoio para desova e fecundação (melhor seria se fosse feito fora do lago em outro ambiente aquático já preparado para essa função).
Existem vários tipos de plantas hidrofílicas: flutuantes, submersas, de brejo e pântano. A de mais fácil manejo é sem dúvida as flutuantes pois não necessitam de containers ou vasos, mas devem estar separadas ou protegidas dos kois (carpas) para evitar a total destruição das plantas. As plantas flutuantes ancoradas como a papoula, lírio, lótus e papiro (muito eficiente e fácil controle) necessitam de vasos ou container que além de servirem como suas bases podem ter uma segunda função dentro do próprio lago. |
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A vantagem de se plantar em vasos é a facilidade do manuseio e manutenção quando houver a necessidade comparado a fixar as plantas diretamente no solo do lago que nos casos de lagos de alvenaria, concreto armado ou mesmo mantas seria impossível.Busque conhecer as necessidades das plantas aquáticas antes de qualquer coisa principalmente se você pretende criá-las juntamente com peixes como as carpas coloridas, nishikigois, kinguios entre outros, alguns adubos assim como alguns produtos de controle de pragas podem prejudicar ou letais aos nossos amiguinhos. Passarei algumas recomendações muito básicas que evitará alguns transtornos. |
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Antes de inserir qualquer nova planta seja ela de ótima procedência ou apenas um aguapé colhido em algum lago, você deve desinfetá-la pois elas podem trazer doenças e principalmente parasitas que podem se alastrar em seu lago prejudicando outras plantas ou mesmo os peixes.
Lesmas e caracóis também podem se alastrar devendo tomar o cuidado inclusive com suas ovas depositadas no caule ou folhas com aparência de gelatina cheia de pontos mais escuros enfileirados.
No caso dos caramujos e lesmas o cuidado redobrado é recomendado pois muitos deles funcionam como hospedeiros intermediários de vermes e parasitas. |
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Para efetuar a limpeza procure utilizar um outro reservatório de água seja qual for o produto utilizado, nunca efetue essa operação dentro do lago e tome muito cuidado com a dosagem e tempo de exposição que podem vir a matar também a planta como no caso do sulfato de alumínio.
Alguns produtos como o Neguvon deve ser aplicado na proporção de 0,6g para cada 1m 3 , 3 vezes com intervalos de 08 dias cada, pois ele não elimina os ovos dos parasitas.
Algumas plantas poderão prosperar em demasia, ou começar a ter ciclos completos de crescimento e morte, neste ponto você deve retirar o excesso deixando apenas uma quantidade suficiente e plantas muito saudáveis preferindo as jovens em crescimento.
Por fim podemos dizer que nos lagos ornamentais artificiais o ciclo do nitrogênio acontece de maneira diferenciada que na natureza, pois inicia-se em nossas mãos, passa pelo sistema de filtragem mecânica/biológica e sistema de filtragem vegetal e finalmente termina em nossas mãos novamente ao retirarmos as plantas aquáticas em estado decadente ou volume excedente, podemos então dizer que o “ciclo” passou a ser a “linha” do nitrogênio.
A beleza e equilíbrio do lago depende apenas dos cuidados que ele recebe. Quem não gostaria de ter um lago maravilhoso, equilibrado, cristalino e acima de tudo muito saudável para quem nele vive ou apenas o admira?
Paulo Del Mastro
www.braziliankoi.com.br
PEIXES E LAGOS ORNAMENTAIS
braziliankoi@braziliankoi.com.br
13/02/05 |
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