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Aqui eu conto e mostro fotos de alguns lugares interessantes que tive a oportunidade de conhecer e que recomendo.
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O Aquário de Düsseldorf / Löbbecke Museum Aquazoo
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Estava passeando pela Interzoo 98, a maior e melhor feira de Pet Shop do mundo, realizada a cada dois anos em Nürimberg Alemanha, e encontrei um dos grandes conhecedores de corais e invertebrados do mundo, o senhor Daniel Knop.
Conversávamos animadamente quando um amigo que estava conosco perguntou se conhecia lojas ou aquários públicos interessantes e que valesse a pena conhecer de perto.
Knop nos olhou com cara de "Ah, esses dois aà não sabem nada" e falou com tom de suspense : "Vocês não conhecem o aquário de Düsseldorf?"
Claro que não conhecÃamos... Aliás já tÃnhamos passado bons bocados naquela terra tão maravilhosa e ao mesmo tempo tão estranha a nós brasileiros.
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Deu o endereço e explicou alguns pormenores e nos deu o nome de quem devÃamos procurar ao chegarmos lá.
Fomos para o hotel na mesma hora e cerca de 2 horas depois estávamos num trem a caminho de Düsseldorf. Coisa de fanático mesmo...
Ao chegar na simpática cidade, já era noite, e ficamos assustados com a bagunça que centenas de torcedores aparentemente embriagados, faziam por causa do time da cidade que havia acabado de ganhar um jogo da rodada do campeonato alemão. Ainda bem que não eram skinheads, ou os ingleses hooligans. Mas que deu medo, deu.
Achamos um hotel perto da estação, o que dei graças aos céus, pois havia levado uma mala do tamanho de um bonde que estava acamando com minhas mãos. O caipira aqui levou roupas e mais roupas achando que ia pegar um frio de pólo norte, só que era verão na Europa...
Pedimos informações e um atencioso recepcionista nos deu algumas dicas e um bom mapa.
Löbbeck Museum Aquazoo era o nome do lugar que irÃamos.
No dia seguinte, bem cedo, estávamos à caminho do local indicado. Foi muito fácil chegar.
A entrada do aquário era soberba. O terreno gigantesco era na verdade um belo parque com bosque e um grande gramado com fonte, pequenos lagos e patinhos, e um monte de alemães de rosto vermelho por causa do calor, que segundo eles mesmos, é raro naquele paÃs. |
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Pagamos cerca de 10DM para entrar. De graça se considerarmos que isso vale cerca de R$ 10,00 e que cheguei a pagar em uma coca-cola cerca de 6DM.
Na entrada do museu, perguntamos pelo Dr Rolf Hoebinger , homem indicado pelo Sr Knop. Foi uma dificuldade localizar o homem. Era Sábado, imaginei que não estivesse por lá. Avisei que ia dar uma Volta e que depois voltava para saber maiores informações.
Um aquário gigantesco com pingüins gordos e muito ativos logo me chamou atenção. Eles pulavam, nadavam na maior alegria.
Havia um grande esqueleto de uma Baleia que me pareceu ser a Jubarte . |
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Logo senti uma grande diferença dos parques americanos, pois não havia muitos folhetos, fotografias para levarmos para casa, e muito menos souvenires. As informações estavam todas escritas em Alemão, e aà fiquei sem saber muita coisa que parecia importante... É o tal negócio...Alemão é bom pra produzir um bem da melhor qualidade, e o americano é o melhor marqueteiro do universo...
O local é relativamente pequeno, e quando ia comentando que estava um pouco decepcionado, levei um baita susto. Em uma das "salas" do museu, vi aquilo que considero até hoje, um dos mais lindos aquários marinhos que já havia visto em toda a minha vida.
É um aquário feito de alvenaria, e com o visor de acrÃlico. Seu formato é de uma meia lua. Acredito que deve medir cerca de 12 metros de ponta a ponta e cerca de 1m de largura. |
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Acredito que deve haver naquele tanque cerca de 60 espécies diferentes de peixes que somam mais de 250 magnÃficos peixes que dão movimento ao espetáculo, mas que atuam como coadjuvantes das mais de 300 peças e colônias de corais. Alguns deles eram gigantescos como um leather, que era mais ou menos do tamanho daqueles bolas grandes que se ganham no Playcenter. |
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Algumas espécies de acróporas de tanto que estavam crescidas, formavam verdadeiras cavernas, que se tornavam um ambiente ideal para peixes de hábitos noturnos e animais sensÃveis à luz do dia.
Tudo enfim, parecia estar em equilÃbrio perfeito e harmonia. Fiquei ansioso por mais e em outras salas, pudemos ver alguns animais espetaculares, todos em um ambiente simulado, o que os tornava "alegres" e vistosos, como eu nunca havia visto antes.
Uma espécie de cavalo marinho que mais parecia um dragão, me deixou boquiaberto por muitos instantes. Estes animais mediam entre 30 e 40 cm de "altura". Seu nome é Phycodurus eques.
Mais adiante, um enorme aquário com tubarões gigantescos e Tartarugas que pareciam pré históricas davam seu show.
Um outro aquário, exatamente do mesmo tamanho do marinho anterior, só que agora de água doce, arrasava também. Vi acarás bandeiras gigantescos com tons azulados que jamais vi em aquário nenhum. Mais de 400 peixes e muitas e muitas plantas e algas formavam o aquário de água doce mais lindo que já vi. Infelizmente, devido à menor iluminação deste tanque, as fotos não saÃram boas.
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A palavra que melhor define o que estava sentindo ao ver aqueles tanques era "Impressionante". |
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Fui chamado à portaria, e meio tonto com tudo que havia presenciado, encontrei um senhor de óculos com cara de cientista maluco, meio descabelado e com cara de poucos amigos.
O rapaz que me deu a mensagem disse : "Este é o Dr. Hoebinger" e saiu apressado como quem corre de uma tempestade que está por chegar.
- Muito prazer, meu nom....
- Você pensa que isso aqui é casa da sogra? Eu não tenho tempo de ficar atendendo turistas que vem ao museu pessoalmente! Tenho muito o que fazer e é preciso marcar horário com antecedência ! - esbravejou o senhor que nem me estendeu a mão.
- T .. tudo bem, eu apenas....
- De onde você é? Olha aqui, eu estou com problemas de poucos funcionários e não tenho muito tempo. O que você quer? - Trovejou em um inglês quase incompreensÃvel...
- Olha aqui meu amigo, eu não quero atrapalhar. Somos do Brasil e tem um amigo seu, o Sr Daniel Knop que disse que talvez o senhor pudesse nos atender e conversar um pouco sobre o seu trabalho, mas se o senhor estiver ocupado eu...
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- O que? O Knop mandou você me procurar? O que ele está pensando? Que eu não tenho nada para fazer? Pois saiba que eu sou muito ocupado e que se não marcar hora antes eu não posso atender ninguém! Mas que coisa!
- Olha amigo, me desculpe, é que nós viemos de tão longe só para conhecer o seu aquário. O Knop disse que é um dos mais belos do mundo, e é verdade mesmo, mas se o senhor estiver ocupado, nós nos contentamos em observar daqui de fora mesmo, não tem problema e...
- É só o que me faltava ... Não pode fazer isso viu? Tem que marcar com antecedência, pois sou um homem muito atarefado, ainda mais agora que cortaram verbas e estamos com problema de pessoal, tenho que me desdobrar em dois e ... blá, blá, blá... e proferindo algumas palavras incompreensÃveis, praguejou contra Deus e o universo.
O limite entre a paciência e a perda dela estava quase se esgotando e consegui dizer com muita calma:
- Dr, Hoebinger se o senhor estiver ocupado, vá em frente, cuide de suas coisas. Não tem problema. Apenas pensamos que poderia mostrar algumas coisas para nós. Não conhecÃamos o museu nem ao senhor, e só estamos aqui conhecendo porque o Sr Knop nos falou a seu respeito, mas não queremos atrapalhar... Aliás, já estávamos indo embora.
- Espere aÃ, você quer ou não ver as coisas?
- Claro que sim!
- Pois então venha, mas não me faça mais isso, nunca mais venham sem avisar e blá blá, blá. Praguejou mais alguns desaforos mas nos chamou para "behind the scenes".
Com o alemão atravessado pela garganta, mas ao mesmo tempo contente por ter esta oportunidade única, fui atrás do rabugento.
Ao atravessar a porta, como num passe de mágica, o alemão se transformou. Passou a ser extremamente amável, e, pasmem, brincalhão.
Contou que o aquário marinho está montado a 9 anos. Apenas a 2 anos o aquário tem skimmer, e desde sua concepção, tem um reator de cálcio, que, segundo o alemão, foi desenvolvido por ele mesmo e então patenteado e licenciado para o Knop. Não há nenhum sistema de denitrificação. As trocas de água, nunca ultrapassaram os 5% ao ano, e absolutamente nenhuma rocha viva.
Vamos às explicações :
O aquário tem 18.000 litros de água. Quando foi montado, não haviam skimmers com tamanho suficiente para um aquário daquelas dimensões. O jeito foi desenvolver algas calcárias aos montes que, teoricamente, funcionariam como um skimmer, retirando o excesso de material orgânico do ambiente. Usou como substrato um material que não compreendi, mas que aparenta com um tipo de argila queimada. "Já imaginou o quanto gastaria se fosse colocar rochas vivas aqui?" - perguntou em tom de ironia, arregalando os olhos sobre os óculos sujos.
Ao que tudo indica, isso funcionou muito bem por quase 7 anos, quando passou a ter problemas com mão de obra reduzida e corte nos gastos do museu. Decidiu então investir em um skimmer gigantesco. Disse, franzindo a testa e mostrando o beiço, que não notou muita diferença antes e depois da instalação do skimmer.
Não troca a água porque "já imaginou trocar água disso tudo?". Usa elementos repositórios separadamente, os quais dosa de acordo com a necessidade. Provavelmente faz testes periódicos.
Lembrou que os animais foram adicionados aos poucos e que após um certo tempo não mais gastava dinheiro com animais novos, mas sim trocava. Mostrou uns aquários que pareciam jogados às traças, mas que, ao olhar bem, me surpreendi. Eram "filhotes" de acróporas e outros corais duros, bem como algumas espécies de Xênias, e um aquário lotado de pequenos Bongais e alguns palhaçinhos que criava por lá mesmo. "Uso estes animais para troca nas lojas. Há mais de 6 anos que não colocamos a mão no bolso para comprar nada" dizia orgulhoso. Aliás,já havia visto alguns destes aquários em fotos de alguns livros, especialmente os do Sprung.
O Aquário era, na verdade, interligado a outros como o do cavalo marinho, dos anjos, dos lions, etc... Por isso tinha 18.000 litros de água. A iluminação do tanque principal era feita por lâmpadas que, se entendi direito, possuiam 1000Watts cada e eram cerca de 6. A profundidade era de 1 metro aproximadamente e as bombas de circulação e não consegui identificar.
- Mas como o senhor alimenta estes corais e os peixes todos?
- Alimento a qualquer hora. Não tem rotina. Quando passo por aqui e lembro, alimento. O que uso? Sei lá! Artêmia, flocos, daphnia, patês, sei lá...
- Mas como? Não entendi?
- Sei lá! Dou de tudo um pouco, várias vezes ao dia e às vezes nenhuma.
Notando uma leve ruga na testa do alemão resolvi deixar assim mesmo.
Explicou que não há necessidade de ser tão rigoroso com relação à densidade. Disse que repõe água doce quando precisa e chega a jogar mais de 100 litros de água por vez.
- Os corais não são tão sensÃveis a mudanças na densidade, especialmente se esta mudança for para baixo, e muito menos os peixes... Esses aparelhos de dosagem, essas coisas... tudo frescura. Baixou a água, reponho com água doce.
- Mas que água o senhor usa?
A resposta nem Deus entenderia. Perguntei novamente, e ele respondeu da mesma forma. Não entendi patavinas. Havia um filtro ali atrás que era a cara de um deionisador, mas não estou certo se era dali a água usada para o aquário.
A cada palavra sua, eu ficava surpreso por dois motivos. O primeiro pelo fato de eu não ter conhecido até o momento pessoa que falasse um inglês tão miserável, e segundo, porque para mim suas teorias soavam diferente de tudo o que já havia aprendido até então.
Os corais, e principalmente os SPS (corais duros) e as algas calcárias cresciam rapidamente, graças ao grande nÃvel de cálcio e reserva alcalina proporcionado pelo gigantesco e rudimentar reator de cálcio. Fiquei sabendo então que o Koralith, media usada nos reatores Knop, também tem a mão do Dr Hoebinger. Queria perguntar mais e tudo ao mesmo tempo, mas estava com pressa, pois estávamos tomando o tempo do homem, e também com medo de escutar mais uma palestra sobre como não visitar um alemão de surpresa.
Saà com muitas dúvidas lá de trás. Mais que de antes de entrar.
As conclusões que tirei é que o Dr Rolf Hoebinger é um homem obstinado, extremamente competente e admirável. Tipo aqueles cientistas malucos que inventam milagres e coisas assim. Não são pessoas para se entender, mas para admirar e ouvir.
Um aquário daquele tamanho e com aquela qualidade é realmente algo que não deve ser fácil de manter e controlar.
Percebemos algumas algas derbésias que pareciam infestar algumas áreas do tanque, mas não tiravam a beleza descomunal daquele tanque.
Segundo o Dr Hoebinger aquelas algas eram reflexo dos cortes de boa mão de obra no aquário e que as tarefas eram muitas e as pessoas para realizá-las eram poucas...
Ao sair, nos cumprimentou com um sorriso quase sincero e disse "Da próxima vez, liguem e avisem com antecedência. Terei prazer em atendê-los com mais calma." Como se ir para a Alemanha fosse tão comum quanto ir à padaria do outro lado da rua.
Além deste magnÃfico aquário, existem filhotes de jacaré, peixes da amazônia (que coisa não?), e muito mais. O destaque, fora do aquarismo, em minha opinião, é uma colmeia de acrÃlico transparente, onde podemos ver o trabalho das operárias e procurar pela abelha rainha, e um formigueiro com uma câmera que permite ver em close o trabalho das incansáveis formiguinhas.
Se estiver indo passear pela Europa, não deixe de visitar o Löbeck Aquazoo.
Definitivamente não é um lugar suntuoso, cheio de grandes atrações e passa tempos. É muito diferente do que vemos nos Estados Unidos. Tudo é muito simples, mas incrivelmente bem feito e bem acabado. Tudo em seu devido lugar, vivo, procriando, crescendo, proliferando... Quando será que no paÃs teremos bons aquários públicos onde os idealizadores estejam preocupados em informar corretamente, mostrar o que existe de mais belo e perfeito no mundo, como os recifes vivos de corais, peixes saudáveis e animais vivendo quase tão bem quanto na natureza?
Muitas crianças freqüentavam o museu com seus pais, e empolgados, comentavam sobre os animais que viam e liam sobre seu comportamento e suas caracterÃsticas principais. Onde podemos verificar isto em nosso paÃs? Adoraria conhecer, indicar e me orgulhar de um local como este por aqui.
Infelizmente, nos dias atuais, temos que ir à Aquários Públicos e nos depararmos com aquários sujos, mal cuidados com animais entristecidos e muitas vezes desfiguradas pelo mal tratamento e mal acondicionamento, onde os organizadores do tanque apenas visam o lucro das entradas e não as acomodações dos animais ou informações curiosas sobre o meio ambiente dos mesmos.
Se houver algum aquário ou museu público que fuja à s caracterÃsticas por mim descritas, peço desculpas de antemão, e gostaria muito de conhecê-lo.
Bem, a esperança é a última que morre. Quem sabe um dia estarei escrevendo
sobre este museu aqui no site?
Sérgio Gomes - Revista @qua - Agosto 1998.
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Interzoo 98 - Uma demonstração de Competência e profissionalismo
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Foi realizada entre os dias 14 e 17 de maio de 1998, a maior feira do mercado de pet shops do mundo. A feira reuniu mais de 500 empresas do mundo todo que procuravam mostrar seus equipamentos, sistemas e novidades distribuÃdas em 7 enormes pavilhões, que, tenho a impressão de juntos se igualarem em área ao equivalente a 2 Anhembis e meio. |
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O espaço total, entre os stands usados e os pavilhões disponÃveis era ainda muito maior. Trata-se de uma mini-cidade com 12 pavilhões gigantescos, tudo na maior limpeza e organização, tÃpica do povo alemão.
No primeiro dia, nossos pés já estavam em bolhas de tanto que andamos (e ainda fui escolher justo um sapato meio apertado...), e nem conseguimos passar do 5o pavilhão, mesmo não me demorando muito nos stands de maior interesse. Foram necessários 2 dias das 9:00 as 18:00hs para conseguirmos ver tudo. |
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A feira, ou show, como costumam chamar os estrangeiros, foi simplesmente fantástico e conseguiu reunir gente vinda de todas as partes do mundo.
Os maiores destaques foram para as indústrias de rações de cães e gatos como Purina, Effem entre outras, que possuÃam os maiores e mais atrativos stands, mas os stands de empresas aquarÃsticas não ficaram por baixo. Se não eram tão enormes, eram magnÃficos. |
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O destaque especial vai para a sempre competente Tetra. ConstruÃram um aquário em forma de diamante que tinha diversos tipos de peixes como Tubarões, Anjos e um magnÃfico cardume do Chaetodon semilarvatus, e tudo no mais perfeito estado de saúde. O detalhe é que acredito que tiveram no máximo 3 dias para montarem toda a feira.
Sem dúvida, estamos a anos luz em desenvolvimento de sistemas empresariais e em conhecimento, principalmente com relação aos aquários de água doce.
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Vi os melhores e mais belos aquários de água doce de minha vida. A Tropica e a DUPLA deram um show com seus aquários e com a qualidade de suas plantas aquáticas. Estas empresas vendem sistemas de controle de pH e injeção de CO2 facÃlimos de serem manipulados e mantidos. |
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Pelo que vi, os europeus gostam mesmo é destes tipos de aquário. Não vi sequer uma planta artificial dentro de um tanque pela feira toda!!! Outra surpreendente companhia em minha opinião foi a NISSO. Esta empresa provou que tamanho não é documento mostrando seus pequenos e surpreendentes aquários de plantas, uma tendência no Japão.
O mais surpreendente foi descobrir que na Europa, muitos atacadistas fornecem tudo aos lojistas, ou seja, o aquário montado, completo com todos os equipamentos padronizados, poupando trabalho do lojista com marceneiros e vidraceiros, além de oferecerem um nÃvel ótimo de know-how, o que em minha opinião está faltando e muito aqui no Brasil. A EURAQUARIUM, empresa italiana é um bom exemplo disso.
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Na parte marinha, para minha surpresa, não me surpreendi com nada, ao menos não ali na feira. Vi apenas alguns aquários gigantescos, skimmers ainda mais gigantescos para sistemas com até 30.000 litros entre outras pequenas novidades. O melhor aquário marinho da feira pertencia aos importadores e exportadores De Jong. |
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Ali vi um aquário entupido de belÃssimos e saudáveis corais e peixes. Alguns que jamais havia visto. Fiquei algumas horas filmando e admirando (o que foi duro porque toda hora tinha um metendo a cabeça na frente... a vantagem é que podia xingá-los à vontade que ninguém entendia).
De maneira geral, o mercado de Pet Shop nos paÃses desenvolvidos, principalmente o mercado aquarÃstico, é tratado com a maior seriedade por empresas que se desenvolvem cada vez mais e preocupam-se com a qualidade do que comercializam. O mercado brasileiro é respeitado por todos. Ao menos foi o que percebi em conversas com alguns empresários de lá. Todo mundo quer vender para o Brasil, sem dúvida o maior mercado da América Latina.
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Encontrei por ali o alemão Daniel Knop, autor do excelente livro "The Giant Clams" entre outros que estão para serem traduzidos para o inglês. Trata-se de um dos mais respeitados criadores de tridacnas e corais do mundo e um dos inventores do melhor reator de cálcio do mercado mundial na atualidade. Batemos um longo e agradável papo, até que me falou de um aquário público em Dusseldorf que em sua opinião tem um dos melhores aquários marinhos do mundo... Não precisa dizer que fomos para Dusseldorf na mesma noite e... bem, esta fica para a próxima edição.
Sérgio Gomes - Revista @qua - Julho 1998
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Como foi o MACNA VIII
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Antes de ler esta matéria, o leitor deve saber que foi escrita em 1996. Portanto, alguns conceitos apresentados aqui foram modificados e hoje, podem ser considerados obsoletos. O que está aqui como novidade, lembre-se, eram, só que em 1996.
Antes de sabermos como foi, melhor sabermos do que se trata, não?
Bem, MACNA é abreviação de Marine Aquarium Conference of North America, ou em português, Conferência de Aquários Marinhos da América do Norte. Trata-se da maior conferência mundial a respeito do assunto. Reúnem-se os melhores e os mais renomados aquaristas, cientistas e professores de universidades de todo mundo para trocar informações sobre seres marinhos, e isto vem ajudando muito na evolução deste fantástico hobby. Entres estas pessoas estavam Julian Sprung, Charles Delbeek, Daniel Knop, Alf Jacob Nielsen, Martin Moe Jr. Dr Charley Veron, etc...
Este ano, mais de 300 pessoas assistiram ao vivo aos palestrantes e compareceram aos stands que são montados por comerciantes para demonstrarem suas descobertas, lançarem seus produtos ou livros. Nestes stands pudemos ver simuladores de (pasmem) nuvens, fases da lua, nascer e por do sol, correntezas entre tantos outros produtos como lâmpadas especiais, testes de precisão, alimentos, etc...
Percebi que pessoas ficam muito ricas criando corais e invertebrados, e até mesmo peixes marinhos! O lado bom disso é que ajudam na preservação destas espécies cada vez mais ameaçadas pelo homem que tanto polui a natureza.
Novidades? Sim, e muitas: Skimmers ETS , ênfase ao sistema Jaubert (placas desnitrificadoras), novidades sobre algas, aquários a mais de 2 anos sem trocas parciais, etc...
Surpreendeu-me a boa vontade de mostrar o que descobrem, pois sabem que da evolução de seu hobby dependem estas preciosas informações, o que deverÃamos imitar sempre.
Cada palestrante falava durante cerca de 1 hora, e ao final eram questionados sobre o que falaram pelos ouvintes. Alguns palestrantes mostravam slides e outros algumas filmagens.
Destacaram-se em minha opinião :
- Martin Moe Jr que nos presenteou com um filme sobre uma espécie de Pseudocromis (orchid dottyback) que passou a se reproduzir em cativeiro. O critério na criação e as conclusões que tirou de sua experiência foram fantásticos. Os peixinhos nasciam e sobreviviam alimentando-se de rotÃferos vivos e naupilos de artêmia, mas morriam em alguns dias. Concluiu que os problemas eram nutricionais e desenvolveu uma maneira de coletar e conservar congelado plâncton que coletava em Fort Lauderdale. Alimentava os alevinos com rotÃferos, artêmias e acrescia o plâncton, e obteve um sucesso fantástico. O Marin Moe Jr é um cara incrÃvel e muito engraçado. Não se parece com um renomado cientista... Ainda bem, pois sua palestra foi a que mais entreteve as pessoas e a única que não percebi ninguém dormindo.
- Julian Sprung - Autor de um dos melhores livros dos últimos tempos, "The Reef Aquarium Vol. 1" O Sprung deu um show de simpatia, bom humor e paciência. Em sua palestra, relatou alguns fatos em sua última viagem a algumas ilhas do PacÃfico com fotos maravilhosas. Do lado de fora das palestras, ouvia a todos, respondias a todo tipo de pergunta sempre de bom humor e com muita simpatia. Tive o privilégio de conhecer sua empresa na Flórida e o aquário de seu sócio o Sr. Daniel Ramirez e, amigos.... é de arrepiar!
- Alf Jacob Nielsen - Autor de outro dos melhores, (senão o melhor) livros dos últimos tempos "The Modern Reef Aquarium" O Sr Nielsen também muito simpático nos mostrou sua criação de salmões e alguns aquários que projetou e desenvolveu. Para se ter uma idéia, alguns de seus aquários possuem salas especiais para se alocar os equipamentos Acredito ser um dos maiores conhecedores do assunto na atualidade e vem provar que os alemães ainda são os melhores do mundo no assunto.
- Richard Perrin - Profundo conhecedor do assunto, este senhor está muito bem, obrigado, graças a sua criação de corais e invertebrados. Possui uma fazenda de criação com mais de 136.000 litros de água para seus filhotes e matrizes. Aproveita luz do sol e usa algumas metal halides para desenvolver seus corais. Vende algumas espécies de corais sps (corais duros) crescidas em pontas plásticas o que permite ao hobista uma maior facilidade para alocar seu coral. Realiza reproduções sexuadas e assexuadas em mais de 100 espécies de corais moles e duros para os mini reefs.
Outros palestrantes também deram um show de know how, entre eles muitos cientistas que não eram aquaristas, mas que contribuÃram e muito para enriquecer nossos conhecimentos.
Muitos dos palestrantes não possuÃam formação acadêmica em assuntos referentes ao aquarismo. Eram simples (?) hobistas que passaram suas experiências a todos nós.
Alguns pontos importantÃssimos foram abordados e contribuÃram para modificar alguns procedimentos que usamos em nossos tanques:
Skimmers - Há alguns anos, algumas pessoas passaram a desenvolver um novo conceito em skimmers. Atualmente conhecemos e usamos normalmente os modelos venturi que possuem bomba que joga água para dentro de um cilindro juntamente com ar que entra por uma mangueirinha. Na feira, pudemos ver abismados o funcionamento dos novos (em 1996) modelos que chamamos ETS (leia-se ê-tê-esse). Os ETS's apresentam uma maneira totalmente nova de fracionarmos espuma. Trata-se de uma mangueira que vem de uma bomba potente que joga com violência água dentro de um tubo com alguns bio balls - que possuem função apenas de quebrarem o jato d'água. Daà a água parte para uma caixa onde há uma enorme, (mas enorme meeesmo) mistura de ar com água onde sobe um pescoço que é por onde sobe a espuma e ficam os dejetos. Comentando com um dos criadores, soubemos que os ETS's apresentam as seguintes vantagens sobre os Venturis:
· aumentam o nÃvel de oxigênio em 0.4 mg/l o que nos permitiria manter nossos aquários um pouco mais quentes do que mantemos atualmente, ou seja, dos 23 - 24 graus de hoje, poderÃamos aumentar para cerca de 28 graus nossa temperatura sem causar danos aos corais e invertebrados graças a maior oxigenação.
· aumentam o potencial redox em cerca de 40 milivolts também graças à maior oxigenação.
· retiram mais fosfatos que os skimmers tradicionais, e em alguns casos, mantém estes nÃveis muito próximos de zero.
· algumas experiências mostraram que os ETS's são superiores em desempenho aos skimmers, mas apresentam algumas desvantagens como preço e grande dimensão
Nitrato - Existe um sistema de denitrificação denominado sistema Jaubert que retira nitrato da água com uma eficiência realmente espantosa, e ainda auxilia na manutenção dos nÃveis de cálcio. Teremos em breve uma matéria completa sobre este sistema que é simples, barato e muito, mas muito eficiente.
Trocas Parciais - Boas novas aos aquaristas que odeiam fazer as obrigatórias e tão benéficas trocas parciais (como eu por exemplo). Conheci um tanque com quase 3 anos que nunca, eu repito NUNCA foi feita uma troca parcial de água. A explicação é relativamente simples. Imagine um vaso com terra. Não é necessário a troca da terra, mas sim a fertilização da mesma para que não perca suas propriedades. O mesmo teoricamente acontece com o aquário. Se repusermos todos os elementos essenciais, por que trocar a água? A resposta é simples: Porque há uma produção muito grande de elementos orgânicos que poluem a água todos os dias. Então como fazer? Bem, o que os "cobras" estão fazendo é usar muito carvão ativado e de boa qualidade, e skimmers muito potentes. Quando digo muito potentes quero dizer MUUUIIITO potentes. Exageros mesmo. Para compensar a maciça retirada de elementos da água entram as reposições. A maioria usa CombiSan na dosagem máxima e Estrôncio separadamente, além é claro do cálcio e tamponador...
Algumas novidades encontradas na feira serão passadas em detalhes nas próximas matérias da revista.
Para quem quiser, a próxima edição do MACNA versão IX será realizada em setembro em Chicago. Para maiores informações entre em contato comigo.
Nota do Autor
O aquarismo marinho nos paÃses desenvolvidos é muito mais difundido que aqui
por razões culturais, econômicas, maiores facilidades com as leis que são menos burocráticas e mil vezes mais racionais que as daqui (que muitas vezes são hipócritas), etc, mas o ponto principal é que todos trabalham com um objetivo único: Atingir o ponto de maior proximidade a perfeição. A maneira que usam para atingir este objetivo é trocando informações, questionando teorias e confrontando informações divergentes e deferentes pontos de vista, o que no Brasil é feito da maneira mais triste, ou seja, as pessoas que sabem, não admitem que outras também saibam, e desferem crÃticas destrutivas a torto e a direito sem ao menos testar ou conhecer o trabalho de um colega. Isso é triste e contribui para que o aquarismo marinho no Brasil fique na mão de amadores e pessoas sempre com carência de informação, pois na maioria das vezes, quem aprende alguma coisa nova não passa as informações ao público, procurando guardar e usar para proveito próprio.
Está na hora de encararmos o aquarismo marinho como alguma coisa mais séria que peixinhos bonitinhos e peças de decoração. O aquarismo marinho é um hobby fantástico e em minha opinião (sou suspeito para falar) inigualável, mas como todos os outros hobbies, é necessário um certo envolvimento e aprendizado sobre suas principais caracterÃsticas, exigências, qualidades e defeitos.
Está na hora de parar com esta besteira de que "Eu sei tudo e o outro não sabe nada". Todos estamos aprendendo, os "cobras" que encontrei na conferência estão aprendendo, portanto ninguém sabe tudo e devemos ter humildade para reconhecer isso e incentivar todas as pessoas que procurem fazer um trabalho de qualidade sobre o assunto em nosso paÃs.
Sérgio Gomes - novembro de 1996
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Epcot Center e SeaWorld - Uma viagem fascinante
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A primeira vez em que estive nos EUA, fui com aqueles grupos de excursão da Dimensão Turismo. Fiquei 15 dias passeando pra cima e pra baixo com aquelas camisetas cor de laranja horrÃveis e nada discretas, mas naquela altura nem ligava para cor de camiseta ou para a correria à que éramos submetidos pelos guias que nos acompanhavam. Mal dormia, mas tudo estava ótimo e parecia um sonho.
Tudo era novidade, tudo era festa, tudo era lindo!
Nunca me esqueço da emoção que senti a primeira vez que entrei na Disney World... A primeira coisa que pensei foi nos meus pais. Ah, como eu queria que eles estivessem ali comigo.
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Logo na entrada, estava tocando uma música, aquela tÃpica da Disney e meus olhos encheram-se de lágrimas. Era a realização de um sonho de criança na minha adolescência. Depois fiz outros passeios e entre eles, os que mais gostei, além da Disney, é claro, foram Epcot Center e Sea World. Pensei comigo mesmo "ninguém pode morrer sem antes ter visto esses dois lugares...". Tudo é perfeito, arrumado, limpo, bonito, bem feito e é festa o dia inteiro. Os caras sabem mesmo como proporcionar o dia perfeito para pessoas de todas as idades e de todos os lugares do mundo. Eles sabem como nos emocionar com tanta beleza...
- Mas o que tem a ver uma matéria sobre Epcot ou SeaWorld com um site de
aquarismo?
Muita coisa. Aquaristas são pessoas inteligentes e que apreciam as belezas do
planeta. E na SeaWorld pode-se ver tantas coisas relacionadas a aquários, e a quantidade de informações que se pode adquirir ali é tão grande, que esse lugar passa a ser passagem obrigatória aos aquaristas mais fanáticos e que estejam em férias pelos EUA.
11 anos após minha primeira visita aos EUA, tive de fazer uma viagem à quele paÃs, só que dessa vez, para trabalhar. Mas para minha sorte, tive 3 dias de folga e não pensei duas vezes. Aluguei um carro e fui para Orlando, a cidade dos sonhos.
A viagem foi tranqüila, as estradas dos EUA são perfeitas. O perigo é pegar no sono, mas tomei bastante chafé (o café deles mais parece chá de café que café propriamente dito) para ficar ligado.
Cheguei ao hotel e comprei logo ingressos dos parques. Daria para ir a dois parques apenas, já que teria 2 dias de folga.
Nunca me entrosei muito bem com São Pedro, e, mais uma vez, entramos em desacordo. Havia 6 meses que não chovia naquela região. Quando cheguei a Orlando, o clima era quente e a paisagem era amarelada e seca. Pois acordei as 7:30 da manhã, empolgado para ir ao parque. Pulei da cama, tomei uma ducha, estava colocando a roupa quando olhei pela janela e não acreditei no que vi. Chuva. Isso mesmo! Chuva torrencial...
Sabe aqueles desenhos quando o cara vê o dinheiro dele batendo asas e surge um par de orelhas de burro ? Pois se fosse um desenho, certamente essa cena caberia ali.
O céu estava encoberto e não estava com cara que a chuva iria dar uma folga. Tomei o breakfast (coisa de boiola), peguei o carro e fui passear por Orlando. |
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Fui à Disney Vilage, uma espécie de shopping a céu aberto, onde existem várias lojas temáticas, uma das maiores lojas de CD do mundo, uma loja só de imãs de geladeira e um circo que custava U$ 150,00 o ingresso individual. Não lembro o nome do circo, mas é um dos mais famosos do mundo...Acho que é Solei, ou algo assim. Sempre gostei de circo, mas os U$ 150,00 do ingresso me fizeram perder o desejo de assistir ao espetáculo.
Fui ao "Ripley's Belive it or Not" que é um museu de um cara que colecionava as coisas mais incrÃveis do mundo. Tipo "Acredite se Quiser". Muito legal! Recomendo a todos.
A chuva já estava fraquinha, mas o tempo estava feio. Decidi jantar e ir para o hotel ficar assistindo TV. Dormi e no dia seguinte, 7:30 da manhã, eu e São Pedro resolvemos fazer uma trégua. O SOL!!!
Troquei-me e como uma criança saà correndo para o carro e para o parque. Decidi ir à SeaWorld primeiro porque a Epcot Center à noite é simplesmente espetacular. E assim foi.
O frio era de rachar, e o vento cortava a alma. Tive que comprar um agasalho reforçado.
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Enfim, SeaWorld, após 11 anos. Não pude assistir aos shows de golfinhos, baleias, bichos do mar, etc para não perder muito tempo, pois ainda tinha a EPCOT para visitar. Apesar de espetaculares, havia coisa melhor pra ver.
Logo na entrada, um tanque fantástico com diversos golfinhos. Esse aà da foto estava brincando com uma menina ao meu lado. Ele trazia uma folha morta para ela. Ela pegava e tentava dar na boca dele. Que burra! Ele queria que ela jogasse a folha longe para ir buscar... Decidi pegar a folha da boca do bicho e jogar longe e o fiz. Tomei uma apitão e uma baita bronca do tiozinho que fica olhando a galera que me arrependi de ter saÃdo de casa... Virei o centro das atenções, pois todos se voltaram para mim. "...mas...mas...mas tava na boca dele e..." , " Não me interessa! Não está vendo os avisos que não pode jogar coisas na água e blá blá blá!!!".
Cara chato!
Para me esconder de todos, dei a volta e fiquei escondido na parte de baixo do tanque, onde havia um visor que proporcionava um visual fabuloso!
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Ainda me recuperando do apito e da bronca, continuei passeando pelo parque.
Logo a frente vi um outro tanque gigantesco onde estavam as barulhentas focas. Precisa ver o escândalo que faziam. Era hora do rango, e os miseráveis dos americanos que, além de cobrar U$ 40,00 o ingresso, ainda colocavam à venda, pacotinhos com sardinhas dentro para que os turistas pudessem alimentar as focas. Muita gente comprava por U$ 5,00 um punhado de sardinhas e atiravam para as focas. Depois da bronca que levei, eu que não ia jogar mais nada na água, mesmo que fosse permitido. |
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Ainda bem que estava ventando bastante porque o fedor que as focas estavam exalando era dos piores.
Andei pelo parque inteiro e uma das coisas que mais gosto na vida: montanhas russas. Nem sabia que havia montanhas russas lá! Uma delas tinha água. Era do tipo que molhava um pouco. A outra era gigantesca. NovÃssima em folha, havia sido inaugurada há bem pouco tempo. Como o parque estava deliciosamente vazio, a gigantesca estava fechada, e a que molhava aberta, mas poucos se arriscavam nela. Não pensei duas vezes e fui. Andei pela fila vazia e embarquei imediatamente. O visual é legal, do tipo "Montanha Encantada", mas tem uns lances mais legais. Chega a hora esperada. O troço sobe, sobe, sobe...Daà você vê o parque todo lá embaixo e vruuum!!! Desce a toda velocidade.
Eu sabia que ia cair um ou outro respingo em mim, mas, apesar do frio de rachar, estava um sol aberto. Pensei que não ia ter problema. Ao chegar lá embaixo, vi que havia me enganado tremendamente. A água passou por cima do carrinho e encheu tudo de água. Encharquei-me completamente. Para piorar ainda mais, depois dessa queda, ainda há uma outra, onde, mais uma vez o carrinho enche de água.
Saà do carrinho parecendo um pinto molhado.
Só dava eu molhado andando pelo parque. Todos olhavam e provavelmente pensavam "Mas que idiota! Com esse frio o cara se molha todo!". |
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O pior é que, ao sair do brinquedo ainda comprei uma foto, daquelas que aparece o cidadão com cara de pânico na hora mais emocionante do brinquedo. E como estava sozinho no carinho, a foto ficou péssima e me custou uns U$ 12,00.
Tentei dar uma garibada no banheiro e me enxuguei o máximo que podia com papel de limpar as mãos. Foi duro agüentar o frio. Estava completamente encharcado. Meias, cueca, bermuda...
Uma hora depois comecei a me sentir mais seco. Fiquei no sol o máximo que podia.
Resolvi entrar em um lugar que mostrava os bichos da Antártida. Precisa ver que barato o espaço dos pingüins. Muito legal o jeito que os caras arrumaram o lugar.
Tinha gelo picado que caÃa do teto e os bichos pareciam muito saudáveis e felizes. (seaworld8)
Ao sair de lá, fui para um outro lugar que falava sobre os tubarões. Muito legal. Você passa sob um aquário gigantesco com centenas de milhares de litros sobre sua cabeça. Eles mostram a espessura do acrÃlico e dizem que é capaz de suportar o peso de 80 elefantes. Ainda bem... |
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Os tubarões eram gigantescos e muito gordos.
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Na saÃda, um fantástico aquário de LionFishes, lotado!
Finalmente seco, mas ainda com muito frio, fui ver se a montanha russa gigante já estava aberta. Estava! Ufa! Finalmente!
Corri e resolvi pegar uma fila extra para ir no primeiro carrinho e ver a pista sem a visão do carrinho a minha frente.
Sem exagerar, é a melhor montanha russa que já fui na minha vida! Fantástica, com loopings rápidos e várias caÃdas bruscas. Sensacional! Não vejo a hora de voltar nessa montanha russa imensa! São intermináveis 2 minutos e 14 segundos de passeio. Andei mais algumas vezes e tive que ir embora, senão não haveria tempo para a Epcot.
Cheguei em 20 minutos a esse fabuloso parque. A Epcot não é um parque de fortes emoções como vários que existem por aÃ, com montanhas russas e brinquedos com movimentos violentos. É um parque de contemplação. Visual mesmo.
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Talvez não seja o mais recomendável para os pequenos, mas os adultos, sem dúvida irão adorar.
O brinquedo que tem dentro da bola é o mais lindo de todos.
O parque é imenso e o que mais se faz ali dentro é andar. No fim do dia meus pés estavam me matando.
O visual é fantástico, tudo é lindo e perfeito. Deu a maior saudade das pessoas queridas e uma vontade de que todos estivessem lá comigo, bagunçando, rindo e se surpreendendo com o visual espetacular. |
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Anoitece e o visual vai mudando e ficando cada vez mais espetacular.
Há um show para finalizar a noite com música, luzes e queima de fogos... E termina um dia perfeito em minha vida... Aliás, perfeito não. Quase perfeito, pois estava sozinho e as pessoas de que gosto estavam a milhares e milhares de quilômetros de distância... Mas tudo bem. Ainda tem tempo para que consiga levar um a um para lá. |
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O Aquário da Florida - Um mergulho nas maravilhas do Atlântico
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Estava eu a navegar uma certa madrugada pela internet, como é de meu costume quando me deparei com um site muito legal. Um tal de The Florida Aquarium. Haviam umas fotos muito bonitas e algumas explicações sobre este aquário público que me despertaram bastante a curiosidade, especialmente por estar localizado na cidade de Tampa no estado da Florida nos EUA, cidade onde está o fabuloso parque temático Bush Gardens.
Alguns meses depois, estava embarcando para os EUA, e se desse tempo visitaria o tal Aquário da Flórida. Não estava tão empolgado, pois pela internet pude ver que só havia animais do Atlântico. Apesar das magnÃficas fotos e alguns dados impressionantes como a litragem de um aquário que eles mantém por lá, sempre me vinha na lembrança o fraco e decepcionante aquário público de Key West que também só tinha animais do atlântico e como atração principal um tanque com alguns equinodermes e crustáceos onde o público poderia tocá-los. Bem, estou cansado de ver e de tocar estes animais, e animais do atlântico já vi em mergulhos e em tantas lojas...
De qualquer forma surgiu a oportunidade de ir a cidade de Tampa e ir ao tal Aquário.
Nos perdemos (para variar), pois Tampa não é uma cidade tão sinalizada e descomplicada como Miami e arredores, por exemplo. Depois de idas e vindas, conseguimos achar o tal aquário, e de longe já deu para perceber a seriedade do negócio. |
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Um estacionamento digno dos maiores parques da Flórida cheio das plantas mais exóticas com placas explicativas de origens e outros detalhes daqueles belÃssimos vegetais. Para quem admira plantas exóticas é um prato cheio.
O Aquário da Flórida é muito grande, e seu prédio imponente demais. Tudo muito limpo, bonito e bem organizado, diferente dos aquários públicos que já havia visitado.
Ao entrar, um belo saguão e a esquerda um balcão onde se pode pegar panfletos informativos e roteiro de visitação, além de alugar gravadores para a medida que for visitando setores, receba informações precisas sobre o que está vendo naquele momento. Coisa de primeiro mundo mesmo.
À direita, para variar, uma lojinha com coisas relacionados ao tema. ImpossÃvel entrar lá e não comprar nada. Cd's com músicas temáticas e sons de baleias e golfinhos, camisetas para todos os gostos, bijouterias, chaveiros, cartões postais, enfim, tudo para atentar o mais radical anticonsumista do mundo.
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À frente, um tanque com tubarões-lixa e algumas arraias e crustáceos para que os visitantes possam tocar.
De hora em hora, um dos tantos instrutores do local dão explicações sobre os animais que ali se encontram e pegam alguns tubarões na mão para que o pessoal toque.
A criançada fica maluca...
No meio do saguão, uma longa escada rolante, e no fim desta escada começam as surpresas.
Entrando por uma das portas, você entra literalmente dentro do maior aquário que eu já pude imaginar em toda minha vida.
São nada mais nada menos que 1.890.000 litros de água salgada com os animais mais incrÃveis do mundo aquático.
Infelizmente não consegui boas fotos deste absurdo, mas assim é mais gostoso... Quando for até lá não terá a mÃnima idéia do que verá. Abaixo apenas uma pequenina amostra. |
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Entre ao animais, tartarugas, barracudas, tubarões, moréias, lagostas, Parus, Ciliaris, Tricolor, Grammas, e tantos outros peixes de cardume todos em perfeito estado.. Foi uma das coisas mais lindas que já vi em minha vida de aquarista e mergulhador. Por falar em mergulho, deu uma vontade de entrar e mergulhar ali dentro...
A decoração, infelizmente era artificial, como palmas, gorgônias e até macro-algas, e as rochas eram de fibra, mas tudo com muito realismo e em uma harmonia fantasiticos. Dá para compreender, pois acredito ser praticamente impossÃvel manter esses animais em um sistema artificial tão gigantesco.
A cada hora e meia, são dadas pequenas e animadas palestras por bem treinados e simpáticos instrutores, que falam sobre tubarões, tartarugas, peixes-gatilho (balistes) e fazem charadas e respondem a todo tipo de pergunta.
Segundo estes instrutores, neste gigantesco aquário, existem mais de 1000 peixes, além de algumas tartarugas e alguns crustáceos que consomem alguns milhares de quilos de alimento por mês.
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O sistema de filtragem não fica a mostra, mas acredito que deve ser baseado em algo semelhante a um dry-wet gigantesco com despoluentes artificiais como resinas removedoras e outros produtos quÃmicos, além de skimmers ou até filtros de algas.
O Penso isso, pois apesar de uma grande carga de animais vivos, não vi nenhum foco de alga filamentosa. Deve haver algum poderoso sistema de controle de temperatura, e para movimentar a água eles usam um interessantÃssimo sistema de pás para simular o efeito de correntezas (que são constantes). Isso eu pude ver em um mini-reef separado do gigantesco aquário de aproximadamente 800 litros no qual mantinham corais do atlântico como palmas, outras gorgônias, corais cérebro e algumas escolÃmias e corais moles. Veja foto abaixo.
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O mini reef, apesar de apresentar um bom visual e grande quantidade de rochas vivas, deixa a desejar com relação a qualidade, pois pudemos perceber alguns corais em mal estado "dissolvendo", e uma grande quantidade de diatomáceas (algas marrons) e alguns focos de algas verdes filamentosas. Mesmo assim, vale a pena pelo sistema inovador e boa iluminação.
Por falar em iluminação, o aquário gigante é iluminado com luz natural que passa pela grande redoma de vidro que cobre toda a área do Aquário da Flórida.
Para aumentar a originalidade do Aquário, coforme os visitantes vão andando, vão passando por túneis que ficam dentro do próprio aquário, onde são islolados pequenos animais que vivem nas áreas mais escuras e abrigadas como lagostas, peixes de escuro como alguns Apogonidaes, e os Opstognatus aurifrons, que se enterram no cascalho e fazem túneis sob o fundo.
Tudo muito bonito, surpreendente e bem organizado.
Além de tudo isso, existe um pequeno laboratório para visitação, um grande aquário com tubarões bem grandes (entre 3 a 5 metros).
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Já satisfeito com tudo que havia visto, me deparei com mais uma porta, que me levaria para algo tão fantastico quanto tudo que já havia visto. Era um tremendo jardim com aquários razos simulando a região de mangues e pequenas praias de água doce. Patinhos e outras aves da região eram encontradas por toda parte. Dóceis e curiosos, vinham até as mãos dos visitantes, mas não deixavam-se tocar.
Bagres, peixes de cardumes e de água salobra havia aos montes. Em um dos aquários havia filhotes de crocodilo e em outro, algumas divertidas lontras.
Havia diversas plantas vivas ali dentro, e algumas raÃzes de árvores artificiais, que enganavam a todos, dando uma incrÃvel sensação de realidade. Jatos de vapor para manter a humidade e sons emitidos por alto-falantes, davam a impressão que estavamos no meio do mato.
Mais uma vez, a iluminação ali era natural, e passava pela gigantesca redoma de vidro.
Para finalizar o passeio, um mini playground para a criançada e uma surpreendente piscina imitando as piscinas naturais que existem em alguns recifes de coral quando a maré baixa. Lá, dezenas e dezenas de peixes do HavaÃ, a única exceção dentro do aquário proveniente do PacÃfico. Para melhor visualização, havia cones com vidro onde colocávamos na água e podÃamos assim observar os peixes que eram sem dúvida muito mais coloridos que os do Atlântico, como os Labroides, Yellow Tangs entre outros Tangs. |
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Pausa para um lanche , visitamos tudo denovo, lemos tudo que tÃnhamos direito, mais uma passadinha na loja e hora de ir embora. Ficamos maravilhados, assim como todos que ali estavam. A época era propÃcia, pois não haviam muitos visitantes, o que nos permitiu uma tarde muito agradável.
O mês era outubro, mas acredito que nos meses de alta temporada, a visistação deve ser intensa.
Compramos os ingressos na hora e nos custaram cerca de U$ 14,00 cada e mais U$ 6,00 de estacionamento, mas alguns restaurantes da cidade oferecem tickets de desconto como por exemplo os da rede americana Denny's.
Na internet, babe com as imagens e veja maiores informações no endereço http://www2.sptimes.com/Aquarium/Default.html. Para chegar ao aquário, não faça como eu e não confie nos mapinhas que vem nos guias distribuÃdos por lá que são pouco detalhados.
Compre um bom mapa de Tampa, procure 701 Chanelside Drive, Tampa - FL 33602. Digo isso pois a cidade é bastante confusa, e a sinalização também. Se quiser maiores informações, ligue 001-813-273-4000.
Sérgio Gomes - Matéria publicada na revista Aquarium - 1998
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